A ESQUIZOFRENIA ÉTICA E A FALTA DE PROFISSIONALISMO QUE SÃO INERENTES À EXPORTAÇÃO DE ANIMAIS VIVOS Por Letícia Filpi A tragédia das 2.900 vacas uruguaias que ficaram à deriva no navio Spiridon II, de bandeira oriunda do Togo, expõe não só a insensibilidade dos empresários que ganham dinheiro exportando indivíduos vivos, mas, também, o despreparo e a falta de profissionalismo de todos os envolvidos, incluindo os governos que são coniventes com essa barbárie. Não é novidade dizer que transportar animais a longas distâncias com fim de vendê-los como se fossem coisas inanimadas é uma logística absurda. Afinal, organismos vivos, precisam se alimentar, urinar, defecar, caminhar e , ainda, possuem complexas características psicológicas. Ignorando tudo isso, empresários e governos, forçando ao extremo a lógica da natureza, agem como se vacas, novilhos, carneiros, porcos, galinhas e outras espécies dotadas de inteligência e sensibilidade fossem objetos ...
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NOTA DE REPÚDIO À RESOLUÇÃO CONAMA Nº 394 DE 06/11/2007 E À INCLUSÃO DE NOVAS ESPÉCIES DE ANIMAIS SILVESTRES NA CHAMADA LISTA PET No final do ano de 2020, as discussões a respeito da “lista pet” (documento que discrimina os animais silvestres que podem ser legalmente criados e comercializados no meio urbano) tomaram novo impulso com reunião virtual realizada pela ABEMA (Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Meio Ambiente). Entre novas as espécies de vertebrados elencadas, estão macacos-aranha, jaguatiricas, antas e serpentes. Assim, frente a este enorme retrocesso ambiental e ético, os advogados animalistas e coletivos abaixo assinados vêm, por meio desta nota, expressar repúdio, primeiramente à resolução 394/07 do Conama, por ser a porta de abertura para a lista pet e, em segundo lugar, `a inclusão de novas espécies de animais no referido rol. O Conama, na resolução ora combatida, “estabelece os critérios a serem considerados na determinação das espécies da fauna silve...
O CACHORRO QUE CONSEGUIU EXPOR AO MUNDO A CRISE MORAL DA HUMANIDADE Letícia Filpi As comunidades urbanas sempre se serviram da filosofia, em especial os estudos sobre ética e moral, no intuito de construir sociedades racionais, cujo objetivo seria atingir o bem comum através da justiça e do Direito. Ao passo que essa parece ser nobre ideia, também admite que é necessário um esforço para que os membros das sociedades urbanas sejam pacíficos, justos e solidários. Para vivermos confinados nas cidades, precisamos de normas que harmonizem a convivência social e de um sistema estatal que imponha essas regras. Do contrário, o ser humano tende a permanecer no modo sobrevivência, sem a consciência que transcende seus interesses pessoais. Daí, denota-se que o homem afastado da liberdade na Natureza, perde-se no desespero de sobreviver em um sistema no qual a grande massa de pessoas é apenas peça de uma gigantesca engrenagem. Nesse contexto, i...
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